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As origens - Thoth e o Livro Sagrado do Tarot

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As origens do Tarot - Thoth e o Livro Sagrado do Tarot

Thot um Deus, da sabedoria, do tempo, da escrita e da magia representado por um homem com cabeça de íbis (e raramente com cabeça de babuíno), segurando uma pena de escrever e uma paleta de escriba. Sua íbis assemelhava-se a uma cegonha que indicava uma mudança decisiva no tempo, que vai de uma vida à outra. A vida terrena ao liminar de uma esfera astral. Não havia momento no Julgamento dos Mortos que não estivesse presente, o advogado do morto, da humanidade. Cabia a Thot examinar a mente e determinar sua dignidade.

Os egípcios se referiam a Thoth como sendo:
- a mente e a língua de RA.
- A mente e a palavra falada de RA.
- A palavra constituía o poder com que RA objetivava suas idéias.

Precursor do deus Cronos, grego, e de Saturno, romano.

O Livro Sagrado de Thoth, por ter sido escrito misticamente por um Deus, é a principal razão de que não se considere nos meios acadêmicos científicos a possibilidade da existência real deste livro, na medida que, deuses são considerados figuras no plano da ficção ou da religiosidade, afastados pela ciência da realidade dos fatos.

Como historiadora e museóloga acredito que estes ensinamentos possam ter sua representação em uma série de manuscritos, livros, semelhantes a formação da Bíblia Sagrada Cristã.

Chegaram à atualidade em escassos documentos que constituem o “Kabalion”, “A Tábua da Esmeralda”, “Pistis Sophia”, “Corpus Hermeticum”, e outros papiros.

Como mística acredito que o acervo destes ensinamentos estão contidos em muitos outros documentos que foram preservados e mantidos sob a guarda de Ordens Iniciáticas. Tratam-se de originais e cópias que foram preservados do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Servirama como base para o desenvolvimento da Alquimia.

Continuemos a narrar a história mística deste conhecimento que se preservou através dos tempos através, da interpretação simbólica das cartas do Tarôt, que por ser intuitivo é capaz de evoluir, e de se agregar a elementos complementares e/ou similares proporcionando a criação de novos Baralhos tendo como base a simbologia primordial das lâminas sagradas.

Este belo ensinamento acompanha o despertar místico proporcionado pelo Livro de Thot, o Livro do Tarôt. É a base do aprendizado e do conhecimento, através dele o homem aprendeu a proteger-se de perigos que lhe ameaçavam a sobrevivência física.

Conta a história mística que o deus da sabedoria Thoth veio morar na Terra. Era uma divindade secundária de caráter lunar elegeu o Egito para difundir seus conhecimentos com os homens. Chamado "duas vezes grande" pelos primitivos egípcios em razão de que seus ensinamentos se referiam à dois mundos - o oculto e o manifestado - denominado "três vezes grande" pelos continuadores de sua obra em razão de que seus ensinamentos se relacionam com os três planos em que se move o pensamento do homem e este identifica e expressa o quanto sua natureza é capaz de perceber e discernir.

Discípulos de alto nível intelectual e espiritual foram reunidos, para receber estes ensinamentos:

- a escritura e a divisão de tempo, lhes revelou os mistérios cifrados nas medidas
- Profecias sobre as transformações pelas quais passaria o mundo, relata os processos secretos pelos quais a regeneração da humanidade será realizada.
- a idéia de que as divindades representam princípios universais, os princípios universais se expressam por meio de símbolos, os símbolos se interpretam por meio de números e os números se traduzem idéias, que a mente conhece não pelo que é a idéia em si mesma, senão pela vínculo que tem com o princípio universal com que se relaciona.
- símbolos que podem conferir poderes sobre elementais da natureza, em especial os Devas do Ar e da Terra.
- O florescimento e a decadência da civilização egípcia com a necessidade da eternização de templos e construções.

Conhecedor Thot de que o tempo não havia chegado para que os ensinamentos dados fossem utilizados e totalmente conhecidos pelos homens, os escreveu e registrou em um "livro", ou seja o Tarô Egípcio.

Encerrou o livro numa caixa de ouro, colocou a caixa de ouro em uma de prata, a de prata numa de marfim, a de marfim, numa de bronze, a de bronze em uma de cobre, a de cobre numa de ferro e esta ultima contendo o livro e as demais caixas, a depositou no fundo do Nilo. Estes segredos seriam revelados ao mundo na época certa.

Diz a tradição que esse livro apareceu na história do Egito, entre as mãos de Khanuas, filho de Ramsés II. Exemplar escrito pelo próprio Toth. De acordo com os documentos, relatos de livros egípcios da época, este livro permitia ver o Sol face a face. Obtinha-se poder sobre a Terra, o oceano, os corpos celestes. Proporcionava a manifestação do talento de interpretar os meios secretos usados pelos animais para se comunicarem entre si. Ressuscitar os mortos e, mesmo à distância, era permitido exercer os atributos paranormais que interagiam na natureza e nos outros indivíduos.

Tal livro perigoso por proporcionar tanto conhecimento e poder, foi queimado por Khanuas. O mesmo texto, diz que esse livro foi destruído no fogo mas é indestrutível pois foi escrito com fogo.

Alguns textos herméticos foram inscritos nas paredes das câmaras internas da pirâmide de Saqqarah da 5ª e 6º dinastia Período compreendido entre 2686 a.C. e 2160 a.C. São os mais antigos escritos funerários de conhecimento público. Narra que Thoth tivera uma esposa de nome de Ma'at, que significa “Verdade", “Justiça”, sentido simbólico ou não, o que se sabe é que Ma´at, “verdade”, era representada como uma mulher alta com uma pena de avestruz no cabelo e que estava presente no julgamento do morto. Era exatamente aquela pena que era pesada contra o coração do morto.

Há indícios que os "vasos de ouro e prata "que Moisés disse que os israelitas roubaram do Egito, estavam algumas das lâminas que compunham as páginas deste livro, e que ao conhecer o conteúdo os sacerdotes mais chegados ao legislador hebreu, foram mais tarde o fundamento da Cabala.

Diz a tradição que o abade Anastacio Kischer, numa viagem que fez ao Egito à uns 300 anos, obteve uma dessas laminas, que pertenceu depois ao Cardeal Bembo, publicando-a Kircher em seu livro "A língua egípcia constituída, e servindo-se dos signos que contém, como chave para decifrar numerosos hieróglifos, entre outros, alguns murais de antiquíssimo templos, que resultaram corresponder a várias das laminas do livro de Thoth. Comparando as idéias expressas nos hieróglifos conhecidos e comparando o número da ordem deles em cada lamina, pelo o que possuíam, se pode restabelecer os que faltavam, e novamente reunida e estudada toda a coleção, os investigadores de distintas escolas adaptaram as conclusões às suas respectivas doutrinas, e embora para alguns se tratava de um livro que encerra ou declara os mais profundos mistérios, para outros não passou de ser um objeto de entremetimento, uma série de naipes cuja combinação se presta aos mais variados jogos de azar.

Ao tomarmos o simbolismo do Livro de Thot como possível chave que facilita a predição por inspiração psíquica, o fazemos dentro do ponto de vista dos primeiros, isto é, aos que aceitam que os princípios universais estão representados nestas laminas por divindades, as divindades pelos signos, os signos por números, e estes pelo que há na inteligência humana que compreende o sentido de todo ele.

Dentro deste ponto de vista cada lamina de Thot é todo um compendio de ideogramas, que sendo a expressão de conceitos universais para a mente, não só abre esta a compreensão destes conceitos, como atualiza momentaneamente certas faculdades e põe em movimento o automatismo que permite exercitá-los para determinados propósitos.

Podemos ter certeza que a tradição de uma doutrina secreta de Thoth parece haver sido bem estabelecida no Egito.
Como podemos observar, em certas pistas contidas em um papiro que data a 12ª Dinastia:


“Então o Rei Khufu disse a Dedi. Há o rumor de que você conhece os santuários da câmara secreta do documento de Thoth?
Dedi responde: Por favor, eu não conheço os santuários deles, Soberano, meu senhor, mas eu conheço o lugar onde eles estão.
O rei disse: Onde eles estão?
E Dedi disse: Há uma passagem que conduz a uma câmara chamada o Inventário, em Heliópolis”.

Acredita-se que trechos desta obra aparece em inscrições sobre o monolito de Metternich, monumento que tem esse nome, pois foi oferta de Mohamad Ali Pacha a Metternich, descoberto em 1828, datado em 360 a.C.

Esse monumento representa trezentos deuses, e entre eles os deuses dos planetas ao redor de estrelas. Muitos dos decifradores modernos do monumento de Metternich dizem que ele interessaria a autores de ficção científica.